Vc Repórter Pequim

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Augusto Diniz/Deilson Júnior/vc repórter

Terminaram os Jogos de Pequim para nós. Estamos voltando ao Brasil. Foi a primeira vez que assistimos a uma Olimpíada in loco. Havíamos acompanhado as edições anteriores apenas pela televisão.  Depois desse tempo que passamos aqui, tivemos que mudar nossa opinião sobre este grande evento e a China. Cada dia uma surpresa, e a certeza de que à distância não dá a dimensão exata das coisas.
 
A primeira delas está relacionada aos ingressos. Falava-se que todos já estavam esgotados, mas foram raras as competições que vimos casa cheia e sem assentos disponíveis. A organização justificou que muitos ingressos corporativos – notadamente de patrocinadores que distribuem a clientes - não foram usados em várias atividades. Além disso, a chuva atrapalhou – embora não tenha chovido tanto assim. Porém, havia lugares vazios em arenas cobertas…
 
Também nos surpreendemos com a quantidade de cambistas nas ruas próximas dos eventos esportivos, especificamente o Estádio Olímpico ou Ninho de Pássaro. Antes dos Jogos, chineses disputaram a tapa ingressos em filas quilométricas. Parece que parte deles foram parar nas mãos de atravessadores. Além disso, agências de viagens vendem entradas durante os Jogos por encomenda para várias modalidades, o que nos leva a crer que, mais uma vez, ingressos – ou pelo menos parte expressiva deles - não estão com os torcedores.
 
Uma outra questão observada se refere ao excesso de segurança. A prática não só gerava enormes filas nas portas dos locais de eventos – chegamos a ficar mais de uma hora para entrar no Ninho de Pássaro para assistir as provas de atletismo -, como causava alguns constrangimentos aos torcedores, como abrir sacolas e bolsas sem motivo aparente após as mesmas passarem pelos detectores de metais.

Ou, ainda, voluntários do portão de entrada solicitarem para que máquinas fotográficas, filmadoras, protetores solares etc. fossem usados na frente deles para comprovar que não se tratavam de objetos que poderiam se transformar em perigo.

Também se procurava em bolsas, mochilas e sacolas faixas que pudessem ser dispostas na arena para exibição pública. Por conta disso, em alguns lugares, papéis ou algo que pudesse ter esse fim eram vistoriados. Isso irritava - principalmente estrangeiros - sobremaneira.

Pequim impressiona pela grandiosidade de seus prédios e estabelecimentos comerciais, mas vê-se claramente que nem toda a população está sendo beneficiada por este crescimento econômico magnífico. A China está seguindo o caminho do Brasil em pelo menos um aspecto: a desigualdade social.

Avenidas movimentadas e badaladas, com lojas sofisticadas e de grife e bares da moda, convivem com ruas transversais de casas, prédios e lojas com aparente decadência e em condições precárias. Vimos o mesmo no interior próximo – até maior. Isso, para se transformar em um barril de pólvora, não custa nada.

A China é bela. A Muralha impressiona. Os templos são majestosos. A organização dos Jogos foi boa – tirando a questão dos ingressos e do excesso de segurança, já tratada anteriormente - e os complexos esportivos são dignos de uma competição desse porte. Mas as mulheres são extremamente delicadas, respeitosas e atenciosas nessa terra. Fomos bem tratados por elas por todos os lugares que passamos, sem distinção.
 
Por isso, às mulheres da China – lembrando, principalmente, as mães que tiveram seus filhos torturados no massacre da Praça da Paz Celestial em 1989 e as camponesas que mais sofrem com a estrutura familiar e de poder extremamente centrada no homem -, o nosso respeito e reconhecimento pelo que fizeram por esse inesquecível país e os Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
 
Até breve!

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  1. Fabiano de Oliveira » Postado em: 19 de agosto, às 12:39

    Foi bem divertido acompanhar o off off-Pequim. Parabéns pelo trabalho!!! abs

  2. Macintoshico » Postado em: 19 de agosto, às 14:32

    Todo o brasileiro, hoje, deveria fazer um boicote aos atletas “estrelas” e “mercenários”, o de não assistir mais as Olimpíadas, acabou gente, vamos cair na real, quem mais vai entregar o ouro de bandeja? A nossa imprensa, a grande Imprensa do Brasil é a principal culpada, pois além de “estragar” os nossos atletas com sensacionalismo barato, ainda puxa o saco dos Americanos e Chineses, que nos roubaram, ou compraram. Nós não temos nem a capacidade de ganhar dos Argentinos, que venceram sem esforços, mérito deles, azar o nosso, ou mais uma “coincidência”. Observando quase todas as modalidades nesta Olimpíada, percebi que ninguém do Brasil nesta Olimpíada participou com o coração, foi com o bolso, ou nos roubaram descaradamente e nenhum brasileiro fez nada.

  3. » Postado em: 19 de agosto, às 21:12

    É muito bom ver que ainda existe neste país jornalismo sério e comprometido com a realidade.
    Vcs mostraram o q ninguém mostrou e troxeram com certeza na bagagem um aprendizado de tudo que viram.
    Parabéns pelas matérias e pelo olhar imparcial com q narraram as venturas e desventuras da Olimpíada de Pequim.
    Vcs são um talento.
    Beijos

  4. Carol Rocha » Postado em: 24 de agosto, às 14:49

    Parabéns pela cobertura de vocês. Achei muito bacana. Superou minhas expectativas. Beijo! Carol (portal Terra).

  5. Luis Gomes » Postado em: 1 de setembro, às 18:24

    Caros Augusto e Deilson,
    Meio tarde, mas vale.
    Parabéns pelo blog. Muito bom. Criativo e alternativo, mostrou detalhes que só um turista acidental pode mostrar, e que raramente a grande mídia apresenta.
    Espero poder revê-los.
    Um abraço, Luís
    P.S. (nos encontramos no primeiro dia do tênis, com chuva, e depois na Muralha)

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Augusto Diniz/vc repórter


Os complexos esportivos dos Jogos Olímpicos de Pequim são, em sua maioria, localizados em um ambiente monótono, com muito concreto e pouco verde. Dentro dos locais de provas, a torcida quase não fica de pé (até porque é rapidamente reprimida por isso pelos voluntários responsáveis pelo acesso aos assentos) e as atrações para animar o público se limitam a se apresentar nos intervalos.

Porém, na Arena Chaoyaong de Voleibol de Praia, o clima muda. E muito. A começar pela localização. O complexo está instalado em uma área cercada de verde. Um parque de diversões em um dos acessos ao local já dá para sentir um astral diferente no complexo.

No caminho para se chegar à quadra de jogo, chineses jogam futebol, tênis de mesa, basquete. Há vários espaços para isso no entorno da arena. Existem até duas quadras de vôlei de praia, com crianças e adolescentes jogando, logo que se entra no complexo olímpico propriamente dito.

Na areia da quadra, animadas mulheres de biquíni não abandonam o campo enquanto o jogo rola. São cheerleaders em tempo integral, animando os presentes. Um locutor põe música a todo minuto e pede para os torcedores ficarem de pé em cada set point. No final das partidas, bolas de vôlei são jogadas pelos próprios jogadores à torcida. O locutor comanda o arremesso de dentro de quadra.

Na arena, se percebe também uma ambiente mais relaxado entre os voluntários chineses, todos muito disciplinados a coibir qualquer iniciativa fora da cartilha de comportamento nos Jogos. Na arena, eles estão mais no espírito da praia.

Com tudo isso, só faltava o Brasil ganhar. E venceu. Duas vezes. Marcio e Fábio Luiz bateram os austríacos Gosch e Horst por dois sets a zero. Já Ricardo e Emanuel superaram a dupla norte-americana Gibb e Rosenthal também pelo placar de por dois sets a zero. Os brasileiros se enfrentam na semifinal do torneio olímpico de vôlei de praia.

Foi a maior festa que estivemos nesses Jogos. O coro “Baxi, Jia You” (algo como “para frente, Brasil”, em chinês) foi incessantemente repetido pelos muitos brasileiros presentes a “praia” de Pequim nesta segunda-feira.

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  1. » Postado em: 18 de agosto, às 21:28

    Que bom…
    Tem pé quente ai heim…
    hehehehehe
    Beijos

  2. Rafael » Postado em: 18 de agosto, às 21:34

    Caramba…que sonho…
    lindas lindas lindas…

Deilson Júnior/vc repórter

A bebida do povo na China chama-se erguotou, feita à base de arroz. É a cachaça chinesa, só que com teor alcoólico mais alto: 56%. Vendida em garrafinhas de 100 ml, custa três yuans (menos de um real). Pode ser encontrada em mercearias e mercados em toda a China.

Há também a versão em 500 ml pelo preço de oito yuans (cerca de dois reais). Erguotou é apreciada durante o almoço e o jantar mas, como a nossa pinga, é também consumida para espantar a tristeza e os dessabores da vida difícil por aqui da população mais carente.

Apesar de forte, a bebida não tem um cheiro e gosto predominante de álcool. Porém, essa faceta engana e deixa qualquer desavisado de porre.

O erguotou também é encontrado em lojas de bebidas importadas. Porém, nesse caso, vem em uma caixa vistosa. O preço é bem mais caro que em pequenas lojas tipicamente chinesas. É para gringo ver. No Brasil, a cachaça segue a mesma prática de oferta aos apreciadores.

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  1. Vinicius » Postado em: 18 de agosto, às 15:09

    Caraca… Os caras ganham uma viagem de graça pra China, e em vez de usar isso sabiamente, ficam escrevendo sobre a ”cachaça chinesa”…. Esse é o povo brasileiro, mas preocupado em ficar na brisa do que adquirir conhecimentos importantes e interessantes…. =/

  2. Henrique » Postado em: 18 de agosto, às 15:26

    Off topic
    Sobre os atletas brasileiros nas olimpiadas.

    1- a pressao sobre os atletas brasileiros é muito maior do que se imagina. nao bastasse a pressao que todos os outros atletas ja sofrem, os brasileiros ainda carregam a pressao de competir por 190 milhoes de pessoas. Sao tao escassos os nossos atletas que sentimos cada vitoria como sendo nossa vitoria.
    Americanos, por exemplo, competem por si, eles querem ganhar, eles se esforçam para ganhar, mas para o país, salve rarissimas exceções, aparecem como mais um a ganhar, apenas um numero a mais no quadro de medalhas.

    2- O Brasil é dirigido por um bando de corruptos avidos pelo dinheiro publico. Os brasileiros em geral são boas pessoas, tem emoção e competencia e demonstram isso quando há investimento. O pontencial é enorme.
    Eu daria muito mais valor ao Brasil, se tivesse educacao, cultura, saude e esporte para todos e ainda assim nao ganhassemos nenhuma medalha. O governo tem que preparar o povo para a vida, nao para as olimpiadas. Os atletas de alto rendimento aparecem naturalmente qdo se tem estrutura. Medalha em olimpiada nao deve ser o nosso foco, deve vir como consequencia.

  3. Antonio Sergio » Postado em: 18 de agosto, às 16:04

    Essa eh para o Vinicius:

    Antes de fazer critica voce deve examinar a materia. Verificar a autoria.

  4. Vinicius » Postado em: 18 de agosto, às 16:18

    Antonio Sérgio, a autoria é dos dois brasileiros que ganharam a promoção do vc repórter e estão na China junto com a equipe do site, certo? Eles não são brasileiros?
    Então a crítica é pro texto deles mesmo… Sem mais…

  5. Mari » Postado em: 18 de agosto, às 21:50

    que isso gente freedom ja ouviram falar??diplomacia liberdade de expressao.
    Vinicius e Henrique vcs sao gente fina vamo la Galera!!
    respeitem a diferenca …um abracao deixem rolar as medalhas somos todos querreiros vcs sabem disso.

Deilson Junior/vc repórter


A chinesa Bao Man freqüenta o Panjiayuan Market porque gosta e também por outro motivo peculiar. Ela acompanha há quatro anos estrangeiros nas suas compras no mais interessante mercado de antiguidades de Pequim. Bao não tem estudo na área, mas ao longo do tempo aprendeu a distinguir o falso do autêntico neste local.

Muitas pessoas de fora vão a Panjianyuan, no sudoeste da capital, para adquirir antiguidades e exportar para outros países. “Para ter maior chance de adquirir produtos originais, tem que chegar às 4 horas da manhã, quando começa a funcionar o mercado”, ensina ela.

Na medida em que vai avançando o dia, a possibilidade de encontrar produtos falsificados ou de procedência duvidosa vai aumentando já que os autênticos vão sendo vendidos com ajuda de pessoas como Bao.

Esse tipo de comércio no mercado envolve peças caras e raras, basicamente mobília e artigos de decoração chineses. Mas há outros objetos em quantidades numerosas, como cerâmicas, telas, caligrafias e ornamentos, de todos os tipos e gosto, em uma centena de barracas que se espalham neste local.

O que mais impressiona é a quantidade de imagens de Buda expostos. Bao olha alguns deles e mostra nas peças aquilo que o homem forjou para representar o raro e autêntico e o que realmente sofreu ações do tempo, se desgastaram, mas pela sua característica e longevidade, se tornaram peça valiosa. O olhar é clínico e fica a atento principalmente a traços nos objetos cuja interferência humana para os envelhecerem está bem aparente.

A chinesa explica também que não é pelo preço que se identifica a originalidade de uma peça. “Porém, se você quiser comprar algo para si, vá em frente. Considere o gosto pessoal e desejo de comprar”. Para ela, não se deve esquecer a satisfação de consumo, principalmente de produtos menores e preços baixos existentes em Panjiayuan.

Ah, barganhar é lei no mercado, seguindo a cultura chinesa da pechincha.

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  1. Thiago » Postado em: 18 de agosto, às 00:32

    Bastante interessante. Mas fiquei curioso para saber mais. Quão velha deve ser uma peça para que seja classificada como rara, ou mesmo como antiga. Quais as faixas de preço. A citação de uma peça, de sua idade e de seu valor.

    E há outras dúvidas filosóficas: como o homem pode se interessar tanto por coisas antigas? Por que isso acontece?

    E ainda, dúvidas mesquinhas: até quando esse mercado vai existir? um dia, não acabam as antigüidades?

  2. Renato. » Postado em: 18 de agosto, às 09:29

    Pessoal,
    Bacana o teor dos posts que vocês publicam. É uma visão crítica que não se vê por aí.
    Continuem assim e não percam a veia!
    []’s

polo2_514.jpg

Pólo aquático é um esporte sem tradição no Brasil. Não é à toa que nem a equipe masculina nem a feminina se classificaram para os Jogos.

Na China, pelo jeito, a prática também carece de desenvolvimento. Retrato maior foi a derrota da equipe feminina da China para a Austrália, por 12 a 11, pelas quartas-de-final do torneio da modalidade, no Parque Aquático Ying Tung, em Pequim.

Logos após terem perdido a partida, os torcedores chineses saíram em debandada e a torcida holandesa, com suas camisas laranjas, passaram a dominar a arena. É que no segundo jogo, o time feminino da Holanda enfrentaria a Itália, atual campeã olímpica, também pelas quartas-de-final da Olimpíada. Esta partida foi mais emocionante – e bem melhor. Terminou empatada no tempo normal e na prorrogação. O jogo foi para os pênaltis e a Holanda ganhou e se classificou para a semifinal.

A torcida holandesa é uma maravilha. O quadro de torcedoras é um delírio. Ficamos felizes por elas.

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  1. Fabiano de Oliveira » Postado em: 18 de agosto, às 17:48

    Nas Olimpíadas de Sydney, quando estive por lá fazendo a cobertura, as holandesas eram as que mais trocavam camisetas e acessórios do seu país por lembranças de outros, em especial o Brasil. Tenta aí, Augusto!!! E você ainda ganha um sorriso de uma holandesa… ;-)

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Augusto Diniz/vc repórter


No primeiro jogo, a China, anfitriã, enfrentou a Alemanha, equipe que tirou o Brasil dos Jogos no Pré-Olímpico no mês passado. No segundo, a atual campeã mundial, a Espanha, contra o “Dream Team” americano. O Ginásio Wukesong, em Pequim, lotado, virou panela de pressão nesta sábado, pela quarta rodada da primeira fase do torneio masculino de basquete da Olimpíada.

Na arena, voluntários dos Jogos incentivavam a torcida chinesa batendo palmas e puxando coro. Em jogo disputadíssimo, a China bateu a Alemanha por 59 a 55. O grito de guerra “Zhong Guo, Jia You” (algo como “para frente, China”), mais uma vez, foi insistentemente bradado.

Um torcedor chinês ao nosso lado pedia silêncio ao redor toda vez que havia tiro livre de seu país; vaiava quando os alemães tinham a posse de bola; e estrebuchava em cada ponto da China.

No segundo jogo, o fogo dos chineses abaixou pouco. Os norte-americanos massacraram os espanhóis por 119 a 82. No fim da partida, alguns orientais chegaram a gritar da arquibancada “USA”.

O fato é que os chineses já se entregaram a cultura do basquete norte-americano. Nas ruas de Pequim, ver jovens andando vestidos de jogadores da NBA é comum – aliás, muitos deles estavam lá no ginásio hoje.

As lojas de artigos esportivos da capital chinesa têm seção exclusiva só de roupas, tênis, bolas e outros equipamentos de basquete. Algumas delas chegam a ter pequenas quadras do esporte, com uma tabela, dentro dos estabelecimentos para promover o consumo de produtos do esporte.

O pivô chinês Yao Ming, de 2,29 metros, joga na NBA e é herói nacional. Carregou a bandeira da China na abertura dos Jogos.

Seu rosto está estampado em vários comerciais de produtos em Pequim. O jogador tem tratamento de pop star e é a todo tempo ovacionado no ginásio. Vive nas alturas nessa terra de homens mirrados.

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Augusto Diniz/vc repórter

Não, não é pagode com feijoada. Pagode na China é lugar para meditar. O Templo Miaoying da Dágada Branca, ou o Templo do Pagode Branco, é o maior e mais antigo da China em uma das correntes do budismo. É datado de 1271.

Fora do badalado circuito dos templos turísticos da capital, ele é o que melhor representa na arquitetura o budismo proveniente do Nepal, onde Buda se originou.

O pagode é onde se abriga imagens religiosas. Neste, há também cinzas de ancestrais. Por conta disso, ele não é aberto. Mas o templo onde ele está inserido sim.

Estes templos são divididos em diversos salões. Em geral, o primeiro salão é aberto com uma grande imagem de Buda, encostado a Wei Tuo, protetor da doutrina budista, e ladeado pelos Quatro Reis Celestiais (uma espécie de guardiões).

Dependendo do templo, os próximos salões variam, mas todos apresentam manifestações de Buda. No Templo do Pagode Branco, uma inacreditável coleção de estatuetas budistas recolhidas em diversas dinastias da China, é o grande destaque – além da não existência de tráfego de pessoas para conhecê-lo.

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  1. » Postado em: 17 de agosto, às 22:15

    Já estava até pensando em como seria o samba chinês…
    hehehehehehe
    Beijos

AP

Alguns até cochilavam, mas na hora em que ela foi saltar, todos ficaram de olhos bem abertos. Os russos, orgulhosos, nem se fala. Lá vem a russa Yelena Isinbayeva correndo em direção ao sarrafo.  A atleta passa sobrando sobre ele. Cravou 4.6 m.

Ela foi a última a saltar e o fez uma vez: foi suficiente para alcançar a melhor marca do dia e se classificar para a final. Isinbayeva é uma das estrelas dos Jogos Olímpicos de Pequim. A russa já quebrou 23 vezes o recorde mundial do salto com vara.

No Estádio Olímpico hoje, para quem reconhece os desafios do esporte, só ver Isinbayeva valeu o ingresso. Com a brasileira Fabiana Murer, que também foi para a final, nos resta torcer por uma prata ou bronze. O ouro já tem dono.

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  1. Jaime » Postado em: 16 de agosto, às 09:05

    COMPETÊNCIA e de quebra beleza

  2. » Postado em: 16 de agosto, às 12:25

    Que legal a cobertura de vcs…
    Não é só um simples olhar dos jogos mas de tudo que está acontecendo em volta.
    Nogu, estamos aqui acompanhando diariamente seus comentários.
    Estamos com saudades.
    Beijos

  3. Anderson » Postado em: 17 de agosto, às 16:30

    Nossa que chato fazer essa cobertura … rsrsr

    Foto muito bem tira =]

  4. Fabiano de Oliveira » Postado em: 18 de agosto, às 17:39

    A Fabiana Murer não foi para a final… aliás, gostaria de saber de vocês como foi o quiprocó… só se falou nisso aqui nesta manhã… abs

Augusto Diniz/vc repórter

O Estádio Olímpico, mais conhecido como Ninho de Pássaro, principal sede dos Jogos de Pequim, é o templo dos farofeiros. A obra mais cara dos complexos esportivos construídos para a Olimpíada se transformou em uma atração turística tão grande, que as competições passaram a ter importância menor para os torcedores. O que vale mesmo é ir lá e fazer uma foto junto com essa impressionante construção.

No Ninho de Pássaro, tudo transcorre de forma diferente das outras praças esportivas. A começar pelo lado de fora do estádio. Dezenas de cambistas se acotovelam oferecendo ingressos aos estrangeiros sem cerimônia. Uma multidão de sem-ingressos fica postada em uma avenida que dá acesso ao local só para ver o movimento ou tirar uma foto à distância desse novo cartão postal chinês.

Os que entram disparam as máquinas fotográficas a todo tempo. O Centro Aquático, ou Cubo d’Água, com seu formato e iluminação multicolorida, como fica ao lado do estádio, também é bravamente fotografado. Alguns fazem malabarismos para registrar suas imagens.

Na área de alimentação do Estádio Olímpico se vende desde refrigerantes a quentinhas de comida chinesa. O movimento é frenético nesse departamento. É uma farra gastronômica para toda família. Além disso, dentro do estádio, há um balcão para venda somente de cervejas. Desta área não saíam russos, alemães e escandinavos.

Nos autos-falantes da área externa se ouvia Kenny G.

Várias provas acontecendo ao mesmo tempo no Ninho de Pássaro – prática comum nas competições de atletismo – faziam as pessoas se dispersarem ainda mais das provas e se centrarem no espetáculo maior que é estar ali, participando de um acontecimento mundial dentro dessa monumental obra.

Somente quando um ou outro chinês competia é que se via um agito maior nas arquibancadas, do tipo aquelas de bola próxima a área do gol e a galera gritando. Ou então quando a prova mais nobre do atletismo, os 100 metros rasos, apresentava seus grandes atletas, como o norte-americano Tyson Gay e os jamaicanos Usain Bolt e Asafa Powell.

O Ninho de Pássaro estava lotado. O esforço de marketing para transformar o estádio em um símbolo da Olimpíada de Pequim deu certo.

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  1. DECIO - SANTOS/PRAIAS » Postado em: 15 de agosto, às 21:00

    PELO COMENTARIOA ANTERIOR JEITO VC É MAIS UM DOS NOVOS BRAZUCA QUE GOSTAM DA MUSICA RIDICULA QUE ROLA NOS BAILE FUNK. VCS TAO CHEGANDO AGORA E NEM SABEM O QUE É MUSICA.

  2. americano » Postado em: 15 de agosto, às 21:27

    Esse personagem deve ter ido a Pequim com a incumbencia de meter o pau na China e relata fatos os mais absurdos. Sobre o andamento dos jogos não dá noticia nenhuma. Até parece que aqui não tem cambistas. O que não tem aqui é gente com poder aquisitivo para comprar maquina fotográfica e ficar disparando. O que não tem aqui é um estadio como esse, que é mesmo o símbolo da Olimpiada. Vai ser chato assim lá na China.

  3. valmir » Postado em: 15 de agosto, às 21:28

    quem me dera um dia ter um estadio deste aqui no brasil, tenho certeza que os farofeiros que estão visitando o minho tem muito mais cultura do imbecis que escreveu esta materia.

  4. eduardo » Postado em: 15 de agosto, às 21:41

    opa.
    o decio defendeu kenny g?

    se fuder, música de pobre.
    deve ter tocado na formatura dele. no casamento. na comunhão. nos 15 anos da filha. é foda ter espírito de vileiro

  5. Mazé » Postado em: 15 de agosto, às 21:41

    Gente !!! Quanta raiva e quanta falta de percepção… Eu entendi perfeitamente o post do blogueiro, É muito possível estar acontecendo tudo isso. É tudo festa gente ! Sem neura, tá? Feliz ele que pode estar lá no meio do mundo. Porque o meio do mundo agora é o Ninho do Pássaro.

De�lson Júnior/vc repórter

A minoria muçulmana que vive em Pequim se concentra próxima a maior e mais antiga mesquita da cidade, localizada ao sul da capital. Nos dois quarteirões em frente ao templo, carne de carneiro é vendida como carne-de-sol no interior do Nordeste, exposta no açougue sem refrigeração, e roupa lavada é estendida na calçada. Também se conserta bicicleta em uma esquina, na rua mesmo.

Nos postes, um emaranhado de fios se liga aos prédios e casas da localidade. Em Niu Jie, cabos ainda não correm nos subterrâneos de Pequim, como nas áreas nobres e do centro. Cabeleireiro integrado a uma casa de massagem chinesa levanta uma suspeita já avisada por muitos por aqui: estabelecimentos desse tipo são fachadas de casa de prostituição.

O aparente abandono da região contrasta com a imponente mesquista – que hoje se encontrava fechada para visitas.

Na China, existem cerca de 20 milhões de muçulmanos. Uma boa parte habita a região Noroeste do País.

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  1. Mazé » Postado em: 15 de agosto, às 22:00

    Ninguém comentou este post ainda porque? Tem muita coisa pra se falar - por exemplo: a gente olhando assim, não vê muita diferença de nossos bairros, exceto pelo emaranhado de fios. Mas, será? Nossas periferias também têm esse emaranhado…e são “gatos”. Mas, se isso na foto é periferia…que dizer das nossas ! Estou curtindo todas as informações desse blog, muito bom!

venceram a promoção e estão na China com a equipe Terra.