Vc Repórter Pequim
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Deilson Junior/vc repórter


A chinesa Bao Man freqüenta o Panjiayuan Market porque gosta e também por outro motivo peculiar. Ela acompanha há quatro anos estrangeiros nas suas compras no mais interessante mercado de antiguidades de Pequim. Bao não tem estudo na área, mas ao longo do tempo aprendeu a distinguir o falso do autêntico neste local.

Muitas pessoas de fora vão a Panjianyuan, no sudoeste da capital, para adquirir antiguidades e exportar para outros países. “Para ter maior chance de adquirir produtos originais, tem que chegar às 4 horas da manhã, quando começa a funcionar o mercado”, ensina ela.

Na medida em que vai avançando o dia, a possibilidade de encontrar produtos falsificados ou de procedência duvidosa vai aumentando já que os autênticos vão sendo vendidos com ajuda de pessoas como Bao.

Esse tipo de comércio no mercado envolve peças caras e raras, basicamente mobília e artigos de decoração chineses. Mas há outros objetos em quantidades numerosas, como cerâmicas, telas, caligrafias e ornamentos, de todos os tipos e gosto, em uma centena de barracas que se espalham neste local.

O que mais impressiona é a quantidade de imagens de Buda expostos. Bao olha alguns deles e mostra nas peças aquilo que o homem forjou para representar o raro e autêntico e o que realmente sofreu ações do tempo, se desgastaram, mas pela sua característica e longevidade, se tornaram peça valiosa. O olhar é clínico e fica a atento principalmente a traços nos objetos cuja interferência humana para os envelhecerem está bem aparente.

A chinesa explica também que não é pelo preço que se identifica a originalidade de uma peça. “Porém, se você quiser comprar algo para si, vá em frente. Considere o gosto pessoal e desejo de comprar”. Para ela, não se deve esquecer a satisfação de consumo, principalmente de produtos menores e preços baixos existentes em Panjiayuan.

Ah, barganhar é lei no mercado, seguindo a cultura chinesa da pechincha.

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  1. Renato. » Postado em: 18 de agosto, às 09:29

    Pessoal,
    Bacana o teor dos posts que vocês publicam. É uma visão crítica que não se vê por aí.
    Continuem assim e não percam a veia!
    []’s

  2. Thiago » Postado em: 18 de agosto, às 00:32

    Bastante interessante. Mas fiquei curioso para saber mais. Quão velha deve ser uma peça para que seja classificada como rara, ou mesmo como antiga. Quais as faixas de preço. A citação de uma peça, de sua idade e de seu valor.

    E há outras dúvidas filosóficas: como o homem pode se interessar tanto por coisas antigas? Por que isso acontece?

    E ainda, dúvidas mesquinhas: até quando esse mercado vai existir? um dia, não acabam as antigüidades?

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